quinta-feira, março 17

“It's a terrible thing, I think, in life to wait until you're ready. I have this feeling now that actually no one is ever ready to do anything. There is almost no such thing as ready. There is only now. And you may as well do it now. Generally speaking, now is as good a time as any.”

quarta-feira, fevereiro 10

"Tu vai inté a cidade
E eu vou também
Tu vai com a praia
Eu vou com ninguém
Quem chegar primeiro
Tem direito um pedido

Tu quer uma flor
Eu quero um vestido."

sábado, janeiro 23

the more I do, the more time I have

quarta-feira, janeiro 13

. . . . . . . . . . veía en las estrellas . . . . . . . . .

this is the dawning of renewal in the area of interpersnal relations.
you look for and find connections with unusual people, whose circle of influence is extensive. those people, with whom you had no contact in the past,
create change and revive your private as well as professional life.
you have a strong interest in intimate relationships. fascinated by exotica and extravagance, you forget all your moral principles as well as those concerning faithfulness and a responsible attitude, and you throw yourself, gead over heels, into the realm of passion.


it is the moment that counts.
even if the encounters are short-lived, the intense experience of a love that is spontaneous and free of conventioncould become a decisive and personal turning point.this can lead to serious confrontations within your existing partnerships. modern, emancipated understandings of communal living can present a challenge and cause streess. this line can act as a test of your flexibility in relationships. if you are not prepared to accord your partner the same rights, as you would want yourself, then you should stay away from these regions.

segunda-feira, janeiro 11

de una casa viejita, mientras duerme la viejita

hoje comprei o primeiro livro do julio cortazár,
volta ao dia em oitenta mundos, que já tinha andado a namorar.
é o segundo que eu tenho em casa, tenho "un tal de lucas" que veio da terra dele emprestado.

também vi um filme piroso e olha, há dia em que eles te acertam em cheio. não em concreto, nem como narrativa, nem como imagem, nem como gosto, mas como reflexo distorcido de algo que fica a pensar por dentro.

nunca tinha dormido com a minha avó.

sábado, janeiro 9

"alcoholic's hymn"

cause my life is absurd
i'm a cage in a bird
and I wish I was free
and I wish I was mean

oh, I'm standing in the middle
of a visionary blur
my heart like a bird
and I feel like a sailor

I'm happy as a sailor
and all I need is just some more
living on my own

I'm floating in the mirror
I'm playing in the forest
my body is blue and silver
my mind is a river
yeah, my mind is a river

tonight is the one
where we show off
my wandering insanity

quarta-feira, janeiro 6

entre o urso e a serpente

(apontamentos 
de quem hiberna) 

"ando nisto:

julio cortázar para regar as letras,
raúl carnota para as transformar em música,
deitar tarde e acordar tarde, escrever pouco, pensar mais.
que ressacõum, acordar cá depois de lá."

para o ano me quedo mas tiempo

- ou não me chamo bibiana-banéte.

y que el mar nos traiga un admiravel año nuevo, 
lleno, pleno, treno, terno, trenó,
calmo, vivo, meigo, quente, com tempo, 
contente, e sobretudo, com buena gente.
toda a gente conhece o planeta do super homem,
mas ninguém sabe que ele vive na Terra.

quinta-feira, dezembro 31

el otro camiño

Soy, solo soy una sombra, un pequeño sueño.
Ando en el aire buscando el amor como un gesto final.
Ay! esta vida me viene corriendo y me lleva lejos.
En esta cruz del olvido amanezco siempre.
Vuelvo golpeando en el parche feroz que este tiempo me da.
Sobre un arpegiome me duermo soñando con el destino.
Suave polvo de luz, rozame con tu candor.
Este es mi andar, anudando el destino como una canción.
Vuelvo a gozarme la vida hasta el fondo de un solo trago.
Dios, ...siempre un Dios que se cansa y se vuelve sordo.
Alguien gritando arriba del monte que ya no está más.
La soledad es un torvo animal de cabello blanco.
Hoy que me voy no hay camino que me contenga
porque encontré en la locura el hechizo de ser lo que soy.

Sobre este potro me iré
galopando hasta las estrellas.
curte,
que a vida é curta para esses ésses azuizes
e as árvore.. zes .. árvoros, ávrê.. zez?
somu noizes, noiz..? ez..?

e as ávres sômo noizes .
aproveita, e vê se deixas os pés levantar do chão, ó casmurro

segunda-feira, novembro 16

labirinto (ou alguns lugares de amor)

O outono 
por assim dizer
pois era verão
forrado de agulhas
- a cal rumorosa
do sol dos cardos

sem outras mãos que lentas barcas
vai-se aproximando a água.
a nudez do vidro, a luz
a prumo dos mastros,
os prados matinais
os pés, verdes quase

o brilho das magnólias apertado nos dentes
uma espécie de tumulto
as unhas tão fatigadas dos dedos.

o bosque abre-se beijo a beijo
e é branco.

sexta-feira, maio 16

eu também sou estrigadeira

child in a flax field, minessota

segunda-feira, janeiro 13

ano novo

que este
seja o melhor
de todos.

e vou domir,
que amanhã acordo
cedo

- mas vou a rir.

segunda-feira, outubro 28

"The media of global music communication may change,
the ways in which music is a mobile life form do not."
Simon Frith

quarta-feira, outubro 2

ano novo, casa nova







35, Teaping Street
London
E14 9UN

venham depressa.

sábado, maio 18

en mai

fait ce qu'il te plait.

quarta-feira, março 27



apesar das ruínas da morte, 
onde sempre acabou cada ilusão, 
a força dos meus sonhos é tão grande
que de tudo renasce a exaltação 

- e nunca as minhas mãos ficam vazias.

domingo, janeiro 27

bipolar

encontro - disperso
beco - a calma

só - solidária
sozinha - multidão
vivo - utópico
prático - apático
técnica - intuição.
rotineiro - vendaval
possível - imaginário
futuro
presente
e passado:
arte - leviandade
acto - leviandade

velho - novo
longe - perto
linear - complexo
côncavo - convexo
reflexo - reflexo

domingo, janeiro 20

o ninho

os ninhos das aves são em geral construídos com pequenos ramos, ervas ou outros materiais, muitas vezes "atepetados" com penas macias do seu próprio corpo.


algumas têm sorte e outras têm toda. eu também: tenho luz.

segredos de um ninho


muitos peixes, principalmente de água doce
constroem também ninhos, cavando o fundo do rio.

sábado, janeiro 19

os mercados


já lá vai algum tempo que aqui não venho.

naqueles primeiros tempos em que cá estive houve dias em que o quarto me pareceu silencioso demais.
num deles resolvi sair de mochila às costas, provavelmente com goat rodeo sessions nos ouvidos e a máquina para o caso do dia se virar de pernas para o ar.

fui ao mercado das flores e andei lá perdida duas horas com gente a toda a volta. fiz aquela rua quatro ou cinco vezes, só a ver as caras e os pés e as mãos em movimento ao som da música.
daí segui para brick lane, onde há de tudo. resolvi aterrar na terra e tirar os phones e acabei por ouvir música e conversas numa língua que não é minha mas onde vou entrando aos poucos e aprendendo os atalhos.

nunca cheguei a deixar aqui o que trouxe para casa e me serviu de cobertor aos dias.
é hoje e não é tarde.

brick lane market

flower market

Columbia Road, City of London E2 7RG

quarta-feira, novembro 21

terça parte à terça feira

tenho vontade de chegar e um terço de mim aí,
o outro cá ainda sem nome e com vida própria,
e o outro com a cabeça no ar, a girar
à volta do sol e sobre si própria.

vai

embora, vai meu lindo amor, embora me
fique a chorar, embora não te peça para ficar.

terça-feira, novembro 6

christian marclay

a vida lá fora

dia-sim dia-não acontece alguma coisa nesta cidade. antes de me ter apercebido disso, resolvi ir com o gil e com a joana a uns concertos à pala, aos sábados à hora de almoço na union chapel.

aquela gente abre as portas à música nova de músicos de hoje. tem de tudo, portanto - da electrónica, ao country, bandas ou coros, ou solos, ou outros. tem um ar familiar, sobretudo gente mais velha, canequinha com café, bolinhos e cds baratinhos, tudo numa zona fixe.
mas bom-bom, é a voz a ecoar nas paredes e em segredo imaginar que é a minha.

depois disso nunca mais parei,
a cidade pulsa.

quinta-feira, novembro 1

metamorfoses

volta: até o corpo vomita de saudades - tenho frio nos pés. e depois o ranho, a tosse, a cama, a preguiça, o pouco e mal, e'o corpo é que paga.

caos: nem oito nem oitenta - não ir está fora de questão - eu e tudo o que me aparecer à frente.

crise: desconforto a caminho do à-vontade - equilíbrios da corda bamba, eu e os outros, e o tempo, o espaço, o medo, o ego, os planos, os sonhos, a vontade e a falta dela.

vai! fui à biblioteca buscar livros, fui namorar o piano umas horas boas, voltei a cantar pelas ruas, colei horas na pedaleira, comecei a tocar ukelele e não parei mais.

pousio: eu-me-mim-migo. arrumar a cabeça em águas de bacalhau. o corpo chega para o que chegar. já não sei quem leva quem, mas vamos.

caminho: começo a perceber como arrumar tudo na cabeça, no quarto e no campo aberto que é o meu corpo cá - eu e os primeiros esquemas, primeiras propostas, primeiros planos, primeiros sonhos com pés nesta terra, primeiros frutos e o jogo-de-sinos.

ninhos: o ausias (todos os dias minha família inteira), a joana e o gil (os dois pilares do tripé), a evi-grega, a marlies-dutch, a anna-italiana, o ed-lituano, o jan e a sig (de olhos postos em futuros próximos), cantar em coro, o chiel-dutch, o tempo para mim, o tempo com os outros, as cartas da inezoca, os postais da mãe, os ouvidos e mãos do pai, os mimos do meu porto por cá, a Suzi (como as manhãs), o pedrote e a cláudia, as meninas e o adubo rotativo, o tiago (está quase!) e o filipe (se tu soubesses quantas vezes cá te tenho no que faço), caganitas-em-flor, a tota, a música palestiniana, as saudades, o meu quarto, a minha vida nova-todos-os-dias, os concertos, os blocos brancos, a janela aberta, o medo, o desafio, o duelo e a adrenalina.

quarta-feira, outubro 31

long time no see

aqui o tempo passa de outra maneira.
tem à mesma altos e baixos, contra-tempos vivos, tempos mortos, conversas boas, aulas largas, planos secretos, dias comunitários. com o tempo lido eu há muito tempo, a pé, a cavalo de bicicleta.

ainda bem é que vim à procura do meu-espaço.
nem sempre é fácil, eu sabia que me ía custar sair do ninho, que eu sou passarinho de voos altos mas é porque sei onde é o meu-porto.
nessas ruas encontro-me ao virar de cada esquina. conheço as caras, conheço os risos, os poisos, os vícios, os hábitos, os gostos, a língua, os sons. o porto é uma cidade cheia de uma vida que eu quero.
a gente é contente quase sempre e ninguém disse que era fácil(!) e depois os peitos abertos, as bocas abertas, os olhos abertos, os espaços abertos, os braços abertos, as mãos abertas, os ouvidos abertos.
é tão bom ser aí. é tão bom ter-vos a toda a volta. só ver isso acontecer me comovia nesses dias.

vou percebendo os truques de quem vem de passagem e tem uma vida a começar noutro canto, mas eu venho do sítio dos peitos abertos, das bocas abertas, dos olhos abertos, dos espaços abertos, com os braços abertos, as mãos abertas, os ouvidos abertos - e não é por acaso. portanto decidi abrir, acreditar que a mala de volta dava para isso também e parou o tempo enquanto pode.
o amor que vos tenho não têm fim.

quinta-feira, setembro 20

à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
álvaro de campos

terça-feira, setembro 18

hoje

cortei as unhas, vi a juliette binoche e não lhe disse como ela é linda.
comprei um cesto para a roupa suja todo catita
e qualquer dia começo a andar com roupa lavada.
hoje (ainda) não é o dia.

segunda-feira, setembro 17

(já nem) sei (em) que (dia) vou.

hoje comprei varinha mágica e fiz a primeira sopa da casa. Comecei a ler as papeladas sobre o curso e até dá gosto ler a sorte que tenho sentido. Já recebi duas cartas: uma a dizer que tinha faltado a uma reunião importante da residência e que se faltasse a mais alguma ou não comunicasse em 24 horas estava metida numa alhada-das-grossas (foi exactamente no dia em que eu decidi dormir até tarde, e alguém decidiu fazer uma simulação de incêndio, com alarmes histéricos e em loop e tudo. à falta de interesse voltei para a cama ainda a dormir e continuei a fazer o que tinha a fazer. não ia ter nem com a Julia Pinheiro) e uma do sr. barclays a dizer que se sente prazeroso com a minha presença nos seus domínios.
o chinoca mija exageradamente fora da retrete mas no meu quarto não entra.
eu, do lado de dentro, passei o dia a pensar e ler mais sobre as minhas electives. já tenho um mentor - www.johnkmiles.com - para me guardar os segredos e fazer deles o melhor que conseguir. amanhã vou falar com uns professores para arrumar a cabeça e mal tenha novidades conto-vos tudo.
a hortelã quase que morreu-seca num destes dias em que saí à pressa e deixei o aquecedor ligado. tratei dela como se fosse minha filha, as folhas esticaram outra vez e hoje comecei a ver folhas novas a querem nascer. ainda mora no meu parapeito, agora do lado de fora. no inverno falamos.

é bom estar cá
- tenho saudades vossas
que transformo em declarações de amor,
sem pressa, com todo o mimo.

domingo, setembro 16

é oficial:

estou em Londres.

sexta-feira, setembro 14

a casa

Tenho o quarto mais luminoso. Quando faz sol o meu quarto é dourado, quando está de chuva o meu quarto é branco-luz-de-núvem. Fiz dele uma casa, é bom estar cá dentro. É tudo espaçoso, o colchão é mole demais portanto às vezes durmo no chão para endireitar as costas, trouxe muitos mimos das paredes daí e comprei uma hortelã num vaso que vive no parapeito. 

hey, roommate!
flat 35, room 3!
hey you!
(espreitei lá para baixo: era o meu quarto
e eu não o conhecia de lado nenhum.)
you have the best room ever!
lucky you, it was mine last year.


Moro com uma trompetista e com uma clarinetista, as duas inglesas e uma delas com um ar porreiro, betinha mas boa onda. Para além delas mora um chinoca de hong kong e o seu piano. Estudam todos muito e vemo-nos pouco, sem grandes partilhas de espaço, nem de casa, nem de pratos, talheres, vegetais, iogurtes e outros que tais, nem de grandes conversas. 


Moramos todos num corredor, cozinha numa ponta, cagadeira e chuveiro (cheio de luz!) da outra, do mesmo lado que a porta de saída. Somos todos mais ou menos asseadinhos e eu sou a que como melhor. Não se fuma nem no quarto, nem na casa, nem no pátio. Queres fumar, sais do quarto, sais de casa, desces as escadas, sais do bloco, atravessas o pátio, sais do portão e oupas – tenho fumado bem menos e estou com vontade de me desabituar a intervalinhos para cigarrinho. Já tinha vivido num corredor (e até gosto da ideia), mas o melhor é quando aqui entro e a janela aberta.

Vivo na casa pacata, aqui o pessoal estuda a sério e eu, se tudo correr bem, vou aproveitar-me disso, montar-me na minha pedaleira a caminho da minha secretária e aproveitar o tempo para mastigar tudo o que acontece aqui, a cada minuto.

terça-feira, setembro 11

dia um - já conto.

conheci um monte de gente porreira, com pica, criativa, boa onda. a casa continua a crescer, e eu também espero o resto.

domingo, setembro 9

dia zero

que noite sem fim nem pressa. porra, que sorte. que sorte terem estado lá todos, a boa onda, o espaço para a conversa, o mimo em conversa, sestas, sonos, sonhos e o pessoal todo contente. bom, com mais calma contarei o resto por dentro, mais a viagem e tudo o mais. chegámos - eu e a joana. quem nos recebeu foi a tia saudade, uma quase-velhota bem portuguezona, despachada como tudo. deu uma mala ao filho, ajudou-me com outra, trouxe-nos até pertinho de casa (onde apareceu o gil que está com uma pica do carago que eu estou mesmo a curtir), deixou-nos lençois e talheres e mais não sei quê, recomendações aos molhos e bazou, com um ar meio preocupado de avozinha. o meu quarto é muito lindo, muito luminoso. tem três janelas bem grandes que dão para o pátio, é espaçoso e já tem ar de casa. tirei tudo das mochilas, dei às coisas um sítio provisório e saí para comprar um edredon, uma almofada, uma lâmpada, hortelã num vaso, chá, bolachas e couves que me encham os olhos de verde e o corpo destrica. conheci umas dinamarquesas porreiras-e-loucas, um harry actor calminho, um francês barítono e com um sotaque inglês fixe, uma alice actriz meiguinha e um italiano compositor, alucinado, com oculos de massa e cabeça mesmo noutro planeta. em minha casa ainda não-vi-ninguém, parece a casa-pacata. mas sabe-me bem: espaço em casa, reboliço quando me apetecer. bebemos umas cervessas e ainda consegui vir gamar net à recepção (onde trabalha um mark que também é muita porreiro), que por sua vez gama ao hotel aqui à frente. estou toda rota, mas estou mesmo contente. estou mesmo curiosa de ver como é que isto continua, assim calminha. amanhã já tenho net, volto com mais tempo, qui ça..? até já (vos vejo!)

quinta-feira, julho 12

filhos do acaso

São todos rafeirinhos, pequenos como os dedos dos pés, mais do que os dos pés e das mãos vezes três e com uns ombros maiores do que o que um corpinho daquele tamanho aguenta. São filhos do acaso, como o nosso encontro (de tantos outros). Quando chega a noite não há quem coce as costas ao mundo. E as minhas mãos são janelas, para fazer delas o que o tempo deixar, conquistar-lhes os risos e as manhas. Manhãs em flor, para quem as quiser regar de orvalhos.

quarta-feira, julho 11

sei onde mora a minha próxima rua.

sexta-feira, junho 22

présent simple

chaque ventre a un centre.

terça-feira, maio 15

perto do mar

o corpo sabe. o corpo não esqueceu ainda a direcção do sol: fará casa perto do mar, fiel ao quase adolescente coração da água. as mãos acesas - altas, altas.

domingo, março 11

la musique

entend-elle le silence des sourds?

sexta-feira, março 9

Dear Teia

I am pleased to confirm that you will soon be sent paperwork from the Guildhall School confirming your offer of a place on the MMus Leadership programme, commencing in September 2012.

Please do go ahead with your pursuit of possible scholarship opportunities in Portugal.

With best wishes,
Jose Martins

quinta-feira, fevereiro 9

é agora

vou-me embora, vou partir
mas tenho esperança.


os aventais não têm fim:
levo tudo ao colo,
levo o canto ao peito,
e no riso os vossos braços.

obrigada,
nada disto tem preço.
vou-lhes mostrar a cor.

domingo, janeiro 22

eu não quero

ser o burro da nora
que anda à roda
e fica tonto
e continua
a andar à roda.

quarta-feira, janeiro 18

fun-da-men-te.

Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia

Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde

Quando a noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite

Madrugada, céu de estrelas
E a gente dorme
sonhando com elas.

segunda-feira, dezembro 12

agora

e agora eu vou-me embora
e embora a dor
não queira ir já embora
agora eu vou-me embora
e parto sem dor

e parto dentro de momentos
apesar de haver momentos
em que dentro a dor
não parte sem dor


(eu e o godinho,
a caminho.)

sexta-feira, dezembro 9

ils disent

il y a quelqu'un qui veut découvrir
où dort la memoire du poisson-rouge.

terça-feira, dezembro 6

lueur



lumiere qui n'a pas d'éclat,
qui a une grande intensité,
mais qui est durable;

lumière qui apparaît
soudainement
mais qui est éphémere;

éclat vite et passager,
qui amnifeste un sentiment,
une émotion;

ce qui rend
clair,
ce qui permet la comprehension;

connaissance,
noticion.

quarta-feira, novembro 9

cabeça no ar

há dias lentos como eles próprios.


não é o fim do mundo,
é só um bocadinho (de en)tarde(cer).

sábado, novembro 5

encore dans mes yeux


c'est quoi ça, un chaud-automnal?

quinta-feira, outubro 13

nom'inqwando yes qxag iqwahasa

Laissez moi ce repère:
Etre né quelque part
c'est partir quand on veut,
Revenir quand on part.

Maxime Le Forestier

quinta-feira, setembro 15

sussurros


este caminho também é meu.

quarta-feira, setembro 7

faz bem


ver luz em tudo o que mexe,
vida em tudo o que posso.

sábado, agosto 13

e pur si muove


là, au but du monde

ainda tenho os olhos là, onde aliàs deixei o peito a corar.
so' faltava eu para sermos todos.
as minhas janelas nascerem viradas para onde nasce o sol,
com vontade de ser rio.

"estas letras doem, é tanta candura que doi"
é a candura delas que canto.
este verao planto uma àrvore do meu tamanho:
até la' dou dou dou, guardo quase tudo.

sexta-feira, julho 29

compromisso:



primera persona del singular
del presente de indicativo
del verbo comprar miso.

terça-feira, julho 19

aqui despi meu vestido de exílios
e sacudi de meus passos
a poeira do desencontro

sophia

sábado, julho 16

cama: a canção do chá.


da ana, uma aldeia viva